Programa Eleitoral
O Programa Político que o MPT propõe para estas eleições legislativas de carácter intercalar, dividido em 10 áreas fundamentais, não esgota, antes complementa, o programa Político mais desenvolvido que o Partido da Terra pôs desde a sua fundação ao serviço de Portugal e que se enconta disponível em http://www.mpt.pt.
O nosso país vive um momento de ruptura, estando no centro de uma encruzilhada das mais complexas da nossa história, a que se chegou por exclusiva responsabilidade daqueles que, nos últimos seis anos, assumiram as rédeas da governação – o Partido Socialista e, em especial, o seu Secretário - Geral, mas também de muitos dos partidos da oposição, que foram cúmplices com algumas das medidas que, entretanto, foram adoptadas.
O Programa pode ser lido online no sistema sribd aqui.
Pode igualmente fazer o download da versão em PDF aqui.
Preâmbulo
O Governo do Partido Socialista conduziu Portugal, a partir de 2005, não só a uma situação de gravíssima crise económico – financeira mas, também, a uma crise de princípios e de valores, os quais deveriam nortear o funcionamento dos órgãos de poder político do País. |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:36 |
1.TRABALHO E PROTECÇÃO SOCIAL
Na área LABORAL: b. Adequação das contribuições das empresas para a Segurança Social em função do número de postos de trabalho e de acordo com os lucros das empresas. c. Aumentar o combate à fraude na concessão de subsídios e a fiscalização aos respectivos beneficiários. d. Reforçar a integração de pessoas portadoras de deficiência no que respeita à sua inserção laboral, acessibilidades e instrumentos auxiliares.
I. POPULAÇÃO IDOSA: a. Combater, de forma eficaz, o isolamento e a solidão dos mais velhos com políticas activas na dependência directa de uma Secretaria de Estado para o Idoso, a criar, que assegure a coordenação das medidas destinadas a esta população que representa já cerca de 30% da população portuguesa. b. Criação, na dependência da mesma Secretaria de Estado, de comissões de protecção de idosos em risco, nomeadamente através do acompanhamento e encaminhamento das situações de risco no que respeita ao isolamento, saúde, carências alimentares, relacionamento familiar, maus tratos (agressões físicas e emocionais), etc. Estas Comissões de Protecção de Idosos poderão funcionar de forma similar às Comissões de Protecção de Crianças e Jovens. II. CRIANÇAS: a. Criação de uma Secretaria de Estado da Criança que defina e execute políticas de defesa e de apoio à infância, designadamente através da coordenação das várias políticas existentes e dispersas. b. Dotar esta Secretaria de Estado com competências reguladoras e fiscalizadoras em todas as áreas de actuação e de intervenção tendentes ao desenvolvimento da criança. |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:38 |
2. ECONOMIA E FINANÇAS
A recuperação económica depende da aposta nos INCENTIVOS À PRODUÇÃO NACIONAL, do CRESCIMENTO DA PROCURA INTERNA e do AUMENTO DAS EXPORTAÇÕES. O papel do Governo deve ser intervir nos factores de que dependem as referidas alavancas económicas. O crescimento da procura interna dá-se com a redistribuição da riqueza por via salarial e através de prestações sociais estatais; e as exportações crescem na medida em que aumenta a produtividade e a inovação científica e tecnológica. Os investimentos públicos são necessários, mas devem ter CARÁCTER REPRODUTIVO NACIONAL, não só do ponto de vista económico como também ao nível do emprego. Por isso, propomos:
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| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:39 |
3. JUSTIÇA
O Estado deve produzir leis justas e garantir o cumprimento universal das mesmas. Actualmente, apesar de haver uma igualdade formal perante a lei, não existe igualdade de oportunidades. A prioridade deve ser, por isso mesmo, acabar com todas as formas de discriminação, incluindo no acesso ao direito e aos tribunais. Por isso, propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:39 |
4. SAÚDE
A prioridade do Estado deve ser a satisfação do DIREITO À SAÚDE dos seus cidadãos, entendida esta como o bem- estar físico e mental. Actualmente, os maiores problemas nacionais nesta área têm a ver com a falta de capacidade de resposta ao serviço nacional de saúde, a taxação dos cuidados de saúde, a marginalização das medicinas alternativas e o culto excessivo dos medicamentos, bem como, em muitos casos, a sua sobreprescrição e sobreconsumo. Por isso, propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:40 |
5. CULTURA, EDUCAÇÃO E ENSINO SUPERIOR
5.1. Uma das prioridades do Estado deve ser a satisfação do DIREITO À EDUCAÇÃO dos seus cidadãos, mediante um sistema público, gratuito e universal, sem prejuízo da existência de instituições do ensino particular e cooperativo. Actualmente o sistema educativo está formatado para satisfazer as necessidades do mercado, transformando as pessoas em reprodutores de uma ordem económica injusta e violenta. Paralelamente, a universalidade do sistema de ensino está posta em causa pela introdução de custos dos manuais escolares do ensino obrigatório, pelo encerramento de escolas no interior do país e pela insuficiência da rede pré-escolar. Além disso, tem-se promovido o reforço do modelo autoritário de gestão do ensino. Por isso propomos: 5.2. A cultura deve ser ACESSÍVEL A TODOS e o Estado deve promover a formação de públicos culturais. Paralelamente, o Estado deve apoiar a PRODUÇÃO CULTURAL NACIONAL e a expressão multicultural da sociedade portuguesa. Por isso propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:41 |
6. AMBIENTE E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO
Em Portugal, os problemas avolumam-se com o avanço casuístico das cidades e vilas e o abandono dos campos. A tradição do Planeamento partiu do planeamento urbanístico, pelo que a cultura ligada ao espaço edificado continua a prevalecer, ignorando, quer a sustentabilidade ecológica do Território, quer a experiência desenvolvida noutros países mais avançados neste domínio. A política de Ordenamento do Território deve assentar numa Lei de Bases que o encare, a partir de uma visão global, como o processo e simultaneamente o motor da integração de todas as políticas sectoriais. Entendemos que a espacialização, no Território, das políticas sectoriais é um instrumento privilegiado da sua integração, que permitirá AGIR LOCALMENTE MAS PENSANDO GLOBALMENTE. Neste processo, o urbanismo não deve ser considerado como factor preponderante, só justificável por interesses particulares e especulativos. Trata-se de considerar o território como um todo complexo e vivo – o Território Global -, no qual as actividades se devem localizar organicamente, em função da aptidão ecológica, e a edificação articular-se harmoniosamente com o espaço não edificado, seja ele urbano ou rural, interagindo um em favor do outro. Por isso, propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:42 |
7. AGRICULTURA E MAR
A DIMINUIÇÃO DA FERTILIDADE DOS SOLOS e a DEGRADAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E DA COMPOSIÇÃO ECOLÓGICA DA PAISAGEM contribuem para o despovoamento dos campos e para o processo de desertificação do território. As monoculturas extensivas e a floresta industrial monoespecífica de pinheiro bravo e de eucaliptos contribuem para uma maior secura do ambiente, para os fogos florestais e a desumanização dos espaços, ou seja, uma agricultura sem árvores e sem ruralidade e cidades monstruosas sem campo. As grandes empresas dos países desenvolvidos dominam as áreas estratégicas para certos produtos e tendem a monopolizar os recursos genéticos, a controlar as produções fundamentais e a sua comercialização. Os mercados não aceitam a PRODUÇÃO NACIONAL, o que atinge o rendimento dos agricultores, a economia do país e a gestão do próprio território. A agricultura moderna tem caminhado no sentido do mercantilismo globalizante e provoca: despovoamento do interior por redução dos activos no sector e desaparecimento das comunidades rurais; crescente aumento da população das cidades; DESERTIFICAÇÃO gradual do território, com o ESGOTAMENTO da fertilidade do solo e dos recursos não renováveis; POLUIÇÃO do solo, da água e do ar; erosão e simplificação biológica das paisagens; PERIGOSIDADE DOS ALIMENTOS devida ao abuso na utilização da agro-química e da engenharia genética. Relativamente ao sector das pescas, a utilização dos recursos pesqueiros deve ser realizada numa óptica de um EQUILÍBRIO LÓGICO ENTRE A PRESERVAÇÃO E A ECONOMIA, tendo em vista a sustentabilidade das empresas pesqueiras e dos respectivos postos de trabalho. Por isso, propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:43 |
8. DEFESA, RELAÇÕES EXTERIORES E LUSOFONIA
As Forças Armadas de Portugal devem ser o espelho daquilo que são as reais condições do País e devem adaptar-se, não só à nossa realidade territorial, como também às várias exigências que um País como Portugal possuino que toca à defesa da sua enorme Zona Económica Exclusiva. Assim, urge introduzir alterações de fundo na estrutura das Forças Armadas que correspondam à nossa realidade territorial e à necessidade da sua reestruturação financeira o que implica, na nossa perspectiva, e tendo em vista o patrulhamento e a vigilância da vasta ZEE portuguesa, o reforço das componentes militares da Marinha e da Força Aérea e a diminuição do peso do Exército no seio da estrutura militar, nos seguintes termos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:43 |
9. ADMINISTRAÇÃO INTERNA
O Estado deve dar prioridade à defesa DOS DIREITOS CIVIS, POLÍTICOS, SOCIAIS E CULTURAIS DE TODAS AS PESSOAS, sem qualquer discriminação. Em nome da segurança interna, Portugal tem adoptado políticas baseadas na desconfiança e na discriminação relativamente às pessoas oriundas de países pobres, contribuindo dessa forma para a marginalização de indivíduos e comunidades imigrantes e para o empobrecimento das relações interpessoais. A segurança não pode justificar o sacrifício dos direitos, liberdades e garantias, consagrados constitucionalmente. A actividade policial deve estar primariamente orientada para a dissuasão (policiamento de proximidade) e não para a repressão do crime, sem prejuízo da existência de corpos especializados na investigação criminal. A protecção civil e a prevenção rodoviária devem continuar a melhorar o seu desempenho, merecendo atenção continuada dos poderes públicos, em ordem a proteger a vida e a segurança dos cidadãos. Por isso, propomos: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:44 |
10. REFORMA DO SISTEMA POLÍTICO
A prioridade do Estado deve ser instituir uma VERDADEIRA DEMOCRACIA, não se resignando à democracia formal de tradição liberal. Actualmente, a democracia esgota-se em eleições periódicas, após as quais os representantes eleitos não cumprem os programas apresentados aos eleitores, não sendo responsabilizados por isso. Por outro lado, o poder político encontra-se centralizado e muito afastado dos cidadãos e das realidades locais. Esta situação tem levado a uma diminuição da participação política, empobrecendo o regime democrático. Por isso, propomos um conjunto de medidas que visam reforçar a democracia directa e representativa: |
| Actualizado em Quarta, 11 Maio 2011 15:44 |
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